quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Relatório de Missão: Cidade Hagdesh

Soldado de Rank C do Grupo de Apoio
Priss


Como geava naquela noite, já era madrugada quando cheguei na cidade de Hagdesh, uma cidade pequena porém bem acolhedora.

A Capital estava com falta de pessoal graduado por isso me mandaram pra cá, minha missão, investigar o movimento repentino de uma grande quantidade de ki rumando a nordeste, só podia ser um grupo de demônios nômades, pelo menos era isso que a mais nova recém promovida capitã Alice havia dito para os anciões. E assim acabei aqui congelando até a alma.

Cheguei por volta da madrugada como já havia dito, e me instalei numa estalagem aconchegante chamada "Neve de Prata", uma jovem senhora de cabelos ruivos cujo nome não recordo foi minha anfitriã naquela noite, me serviu uma comida muito saborosa e me providenciou um quarto limpo para eu passar a noite, estranhei que ela não havia me questionado sobre minhas vestes de soldado. Porém também notei que ela estava com uma aparência meio abatida. Eu também dormi super mal, estava com dores por todo meu corpo, ah eu pensei espero que eu não esteja ficando doente.

Na manhã seguinte conversei um pouco com os moradores, e com a proprietária da estalagem, que me contou que não haviam notado nada de estranho durante as últimas semanas, ela me contou também que seu marido era vice-capitão da guarda da cidade, resolvi me convidar para o jantar para conversar melhor com ele sobre as defesas da cidade. Naquela noite eu conheci a família do sr. Robert, ele tinha 3 filhos, um filho mais velho dos cabelos encaracolados que viva sorrindo e sempre estava seguindo os passinhos de suas irmãs, meninas lindas, gêmeas, na hora me lembrei das minhas irmãs. Ele me contou que ultimamente alguns moradores tem ouvido sons estranhos nos arredores da cidade, me contou também que o capitão da guarda estava fora junto com o prefeito pois souberam que na cidade vizinha estava de passagem um alto oficial da Capital do Norte, e eles gostariam de pedir a ajuda dele para investigar esses sons. Pessoalmente não sei de quem ele falava.

Pedi então para o sr. Robert, o atual capitão da guarda, reforçar seus portões e dobrar os homens em guarda durante a noite, que era a hora preferida dos demônios caçarem, por fim eu decidi que ficaria em uma das torres principais, naquela noite porém eu percebi que a jovem senhora, ah me lembrei seu nome era Hilla, lindo nome, estava ficando gripada. E me lembro de ter pedido para que o sr. Robert fica-se em casa com sua esposa, e deixa-se que eu cuidaria de tudo naquela noite.

Eu pensei que teria mais tempo, esse foi meu erro, naquela noite eu senti meu corpo pesado e minha testa quente. Acabei adormecendo no alto daquela torre, oh Deus porque justo naquela noite. Quando eu acordei eles já estavam sobre nós, no exato momento que despertei peguei minha espada e saltei em cima de um demônio, eles estavam trucidando homens por toda a parte, contei rapidamente 11 demônios, mais tarde me contaram que eles chegaram como um comboio de humanos procurando abrigo pelo frio, quando os homens abriram os portões e os acolheram foi ai que eles atacaram, pelas costas, eu DEVIA estar acordada eu teria sentido o ki, eu teria notado, fui treinada pra isso. Notei também que o vice-capitão não estava ali. Me foquei na batalha, peguei um por um até que alguns deles notaram minha força, foi nessa hora que eu vi o sr. Robert estocando um demônio com uma espada, não foi o suficiente, sua couraça é muito dura, o demônio revidou, cortou o braço que empunhava a espada, ele estava sem armadura, burra, eu mandei o ficar em casa cuidando da esposa, o segundo golpe foi fatal partiu-o em dois, me distrai fui atacada pelos flancos um deles quase arranca meu braço, mas consegui minha barreira no momento certo, quando olhei denovo na direção do sr.Robert o demônio havia sumido, o corpo do sr. Robert estava no chão partido ao meio, eu vi a porta de entrada destruída, fiquei em pânico, me preparei pra correr até lá, porém haviam muitos homens combatendo ainda, e tive que me concentrar na batalha ao meu redor, coordenei aos berros os homens que estavam sendo massacrados, muitos se feriram mais conseguimos evitar que eles se espalhassem mais ainda pela cidade, assim que eu finalizei meu último demônio corri com todas minhas forças pra estalagem... Era tarde, eu não pude evitar, massacre era a palavra. Não consegui me conter liberei meu ki, tudo que havia me sobrado, as lágrimas caiam sem controle, agora é tarde sua incrível idiota, contive meu ki denovo, uma bobagem podia ter atraído coisa pior para aquela pequena cidade. Foi quando eu consegui escutar um choro vindo do armário, era o pequeno Robert, o filho mais velho daquela família que eu havia "ajudado" a dizimar, quando eu o peguei estava chorando e tremendo, suas mãos ainda estavam rijas como a segurar uma espada imaginária, peguei uma espada longa muito bonita no chão e logo entendi o que havia acontecido. Só consegui ficar repetindo pra ele "Vai ficar tudo bem", ou será que estava repetindo pra mim mesma?, aquele rostinho alegre estava agora distorcido pela dor. Então tomei uma atitude egoísta e cruel, o levei comigo, para capital. O Escondi em um lençol e fui embora, assim os moradores daquela cidade pensariam que ele havia morrido junto com sua família, pensei comigo mesma, que ele não precisava viver ao redor daquilo, remoendo tudo, todo dia.

Nos dias que se passaram fez muito frio, o pequeno Bob, era assim que sua mãe o chamava, não chorou mais, nenhuma lagrima parecia em choque, não falava, não queria comer, viver... Pensei que ele ia morrer ali, eu só conseguia ficar repetindo "Tudo vai ficar bem", depois de 3 dias, eu pensei que seria seu último dia, estava com febre e muito magro, eu estava desesperada, acho que foi algo que eu disse, ele começou a chorar de repente, desesperadamente, apesar de tudo ele voltou a comer, mais não saia do meu colo, chegando a capital, eu o entreguei a Lenora.

Ao meu ver essa missão foi completamente falha, eu pedi uma reavaliação por parte dos anciões, mas a resposta foi que eu fiz tudo ao meu alcance.

Daqui em diante irei compensar cada cidadão daquela cidade, levarei meu trabalho muito mais sério daqui pra frente, e espero que um dia esse garotinho me perdoe pelo que eu fiz a ele e sua família.

História de Bob (Robert Nill)

Bob, como gosta de ser chamado, tem o mesmo nome de seu pai Robert, nasceu em uma cidadezinha chamada Hagdesh, a mais ou menos 1 semana de distância da capital do Norte, seu pai era um talentoso espadachim que trabalhava como vice-comandante da guarda da cidade, sua mãe era filha do dono de uma estalagem bem conhecida na cidade, a "Neve de Prata".

Bob também tinha 2 irmãs mais novas, gêmeas, que ele sempre cuidava e protegia, os 5 moravam na parte de baixo da estalagem, seu avô por parte de mãe havia morrido quando ele tinha 5 anos, então sua mãe havia herdado o negócio e a estalagem, como seu pai passava grande parte do tempo ajudando na defesa da cidade, ele ajudava sua mãe cuidando e brincando com suas irmãzinhas enquanto ela trabalhava.

Em uma noite com muita neve, enquanto ele dormia no quarto ao lado de seus pais, a cidade foi atacada por demônios, seu pai teve que ajudar os outros guardas na cidade, e deixou Bob com sua espada pessoal pra cuidar da família, sua mãe naquela noite estava um pouco febril por causa do excesso de trabalho, durante o ataque a casa de Robert foi atacada por um demônio, diante do ataque Bob foi até o quarto de suas irmãs, mais quando chegou lá apenas seu pai olhava as meninas no berço, nessa hora Bob largou a espada e num piscar de olhos seu pai estava rasgando as meninas ao meio e se deliciando com suas entranhas, aos poucos seu pai foi se transformando em um monstro horrível com orelhas pontudas, era alto e estava envolto por trapos que pareciam roupas de mendigo. Nesse momento sua mãe entrou no quarto e se jogou pra cima do monstro, não antes de implorar para o filho fugir dali, derrubando ele pela janela, Bob só conseguia chorar e se esconder dentro de um armário, quando voltou o demônio estava encharcado de sangue e sorria. Ele olhou pra porta entreaberta do armário e abriu um largo sorriso, chegou bem próximo e disse com uma voz assustadora, "Não se preocupe pequeno humano, minha fome já foi saciada pela sua família saborosa, é verdade o que dizem, todos os membros de família tem um sabor semelhante, e a sua meu pequeno era S-A-B-O-R-O-S-A!". Logo após ele saltou pela janela e sumiu.

O garoto não sabia como chegou lá, só teve pequenos vislumbres de sua viagem, uma jovem muito bonita com curtos cabelos loiros e olhos verdes, estava o carregando, ela passava a mão em seus cabelos e dizia que tudo ia ficar bem, foi quando ela disse "Você devia sorrir, você fica péssimo quando faz essa cara", ele então se lembrou de sua mãe falando isso toda noite quando ele ficava cansado e com sono de tanto brincar com suas irmãs. Então ele se lembrou de tudo, de cada momento, e desabou em lágrimas, ele só conseguia chorar e soluçar o caminho todo, e sempre essa jovem a abraçava e dizia que tudo ia ficar bem.

Quando chegou na capital, foi vestido, lhe deram o que comer e o colocaram nessa escola diferente das outras, diziam que ele devia ser forte para enfrentar os perigos que agora ele conhecia bem. Nunca mais ele viu aquela jovem. Então os anos foram passando e Bob prometeu a si mesmo que ele sempre sorriria pela sua mãe e que apartir daquele dia se tornaria tão bom espadachin quanto seu pai. Mais tarde ele descobriu que aquela jovem que havia lhe dado tanto conforto se chamava Priss, e ele estava completamente apaixonado por ela. Porêm agora ela era uma capitã e ele apenas um garoto que nem sabia brandir uma espada direito.

Durante 7 anos ele se empenhou em dominar a espada longa assim como seu pai, e então ele completou 15 anos, finalmente pode completar seu treinamento se tornando soldado, ao lado de amigos que fez durante todo esse tempo. Suas aventuras estão apenas começando, mais seu sentimento não mudou desde então, e sua promessa está cada vez mais próxima.